Dúvida

Quem é o andarilho da parede? Essa nem o Google sabe. Mas a Tatiane Rodrigues sabia. Eu é que não sei mais da Tatiane e, muito menos ela de mim.

Já, já, já…

Como ninguém nunca me convida mais para porra nenhuma, bem diferente do outro blog lá, o HNC, eu vou aproveitando que a divertida e deliciosa K, leitura obrigatória, convidou todo mundo e já vou colocando a minha lista. Que é até grande, por sinal.

Das coisas que me levariam diretamente ao inferno:

  • Já usei renew, já usei blondor e já usei lentes de contato coloridas. Também já me julguei como sendo bem melhor do que os outros.
  • Já quis coisas que os outros tinham e eu não.
  • Já senti muita raiva, de mim mesmo e dos outros.
  • Já deixei para amanhã o que deveria ter feito hoje. E continuo deixando.
  • Contumazmente digo que estou sem grana, quando na verdade não estou.
  • Já comi duas pizzas de uma só vez, mais de uma vez na mesma semana.
  • Já participei de muita putaria. Tem coisas que são impublicaveis.

Das coisas que ainda continariam me levando ao inferno:

  • Já andei falando que preferia o capeta a -eus.
  • Já jurei por -eus, mas de verdeda mesmo, não tinha nada.
  • Eu adoro trabalhar no domingo (adoro é força de expressão, leia-se como: é menos pior trabalhar no domigo).
  • Honrar quem?
  • Eu já quis morrer, por mais de uma vez. Eu já matei, com o coração.
  • Nunca pequei contra a castidade (essa é foda, literalmente), mas já induzi muita gente a fazê-lo.
  • Já roubei, tempo e dinheiro.
  • Já andei furando os olhos de muita gente.
  • Quis a mulher do próximo e do não tão próximo assim.
  • E por muitas vezes também o seu carro, sua casa e sua familia.

Das coisas novas que me levam ao inferno:

  • Eu estou querendo que se foda o environment, tanto que já tirei o catalizador do carro que me faz perder preciosos 5 cavalos, e também estou me lixando para o problema da água potável.
  • Eu já fumei (mas não traguei, como diria um certo politico ai).
  • E eu, como você (ops) também provavelmente o faz, compro produtos produzidos por crianças escravas e desnutridas chinesas bem baratinho. E do final do dia coloco a minha cabeça no travesseiro e durmo tranquilamente.
  • Se se o que vale é a inteção, eu não sei fazer manipulação genética, mas se soubesse já tinha criado o meu próprio clone (para usar umas peças).

Sem mais teologia. Das coisas normais:

  • Já fugi de casa;
  • Já fugi do emprego;
  • Já fugi da briga;
  • Já fumei mais de três maços de cigarro de uma só vez (não foi no mesmo dia, foi de uma vez só, um atrás do outro, só pra ver qual era);
  • Já namorei pela internet;
  • Já menti muito;
  • já passei dos 3 digitos na balança;
  • já passei dos 300 em duas e em quatro rodas (não, não toca nem um sininho, não tem luzes nem nada);
  • já falei que meu chefe era moleque e que não trabalhava mais com ele;
  • já publiquei outro blog;
  • já cherei assistindo filme besta;
  • já fiz um filho, plantei uma árvore mas nunca vou escrever um livro.

 E por hoje é só, já que esse post demorou horas para ser escrito. Cada , pausa para uma lembrança ou duas.

 

O índice da loucura

Você sabe que deve ter alguma coisa errada quando você sonha com a Pamela Anderson querendo dar para você mas na hora você broxa porque é na praia e tem uma galera olhando.

E não, eu não estive assistindo nenhuma reprise de Bay Watch estes tempos.

Mas ainda mais estranho do que sonhar com a PA é um sonho recorrente que tenho. Estou, aqui no prédio aonde trabalho, mas ao mesmo tempo não é exatamente aqui. O fato é que estou subindo ou descendo, sei lá, acho que subindo, de elevador. Só que o elevador é bem louco, dá umas voltas e vai para os lados, e é uma coisa que só assistindo ao meu sonho para entender. E eu fico me segurando porque, apesar de não ter medo de elevador, tenho de altura, e apesar dele não ser panorâmico, eu sei lá como, consigo saber o que ele está fazendo. Imagine uma montanha russa feita de elevador. É mais ou menos assim.

Depois que acaba o rolê do elevador, eu ainda tenho que pegar mais um, só que esse é bem apertado e eu não sei (ai eu já não lembro) se consigo entrar dentro dele.

E esse é só um dos sonhos com elevador que eu tenho.

Surreal

Segundo o Houaiss, uma coisa que denota estranheza, transgressão da verdade sensível, da razão, ou que pertence ao domínio do sonho, da imaginação, do absurdo é uma coisa surreal.

Pra mim, surreal é o que acontece no metro.

Eu gosto de andar de metrô de São Paulo. A tempos que deixei o carro na garagem e optei pelo transporte de massas, talvez na tentativa de diminuir a minha própria. É claro que eu não tenho nenhum tesão em andar em metro lotado, por isso acordo mais cedo, e cada dia tem sido mais cedo, mas algumas vezes o sono é tanto que eu me permito alguns vários minutos à mais no chuveiro.

Eu sei que a água está acabando, mas foda-se, aqui no centro aonde trabalho, tem várias secretarias de estado e órgãos públicos, e ao passar por aqui bem cedinho (nem tanto assim) não é dificil de ver alguém lavando a calçada de várias delas com a mangueira. Também não é dificil ver os motoristas lavando os carros dos grandões (em pleno calçadão, aonde eles nem deveriam estar) e tudo o mais.

Os carros não deveriam estar ali mas estão. E os caras, diretores, superintendentes e sei lá mais o que dessas empresas públicas ainda se irritam quando algum pedestre demora a sair da frente para que eles passem. Quando o Lars Grael era secretário, ele parava na Rua Liberó Badaró, lá em baixo e subia uma ladeira considerável, principalmente se considerar-se que ele não tinha pernas. Esses filhas da puta não podem. Precisam ser deixados e buscados na porta feito criancinhas que vão para a escola. Ai fecha o parentêse dos filhas da puta que deveriam dar o exemplo mas não dão.

Voltando ao assunto da água: se esses filhas da puta não fazem a parte que lhes cabe, de vez em quando eu também não faço a minha. E se um dia todos morrermos de sede, pelo menos eu vou estar limpinho. É meio surreal, mas é o que penso. Ai fecha o parentêse da água. A propósito, que palavra feia do caray esse parentêse.

E voltamos ao assunto do metro. As vezes coisas surreais acontecem no metro. Hoje por exemplo, hoje foi um dos dias que eu me permiti dormir um pouco mais no chuveiro por conta disso quando cheguei o metro estava um pouco mais cheio. Não muito, mas consideravelmente mais cheio. Somado a algum problema na linha ou coisa que o valha durante o trajeto, ao chegar na Sé o negócio todo estava um inferno. E foi ai que o negócio se deu. Eu nem sei direito como começou já que estava usando meu dispositivo anti gente também conhecido como I-Phode, ops, I-Pod. Quando percebi uma multidão se afastando meio que correndo, já puxei os fones para tentar entender.

Já percebi logo que era briga. Normal, nada de mais, sempre tem briga no metro. 3 moleques grandes contra um tiozão mais ou menos. Geralmente é um contra um… 3 eu nunca tinha visto. O tiozão começou apanhando mas no final das contas, teve que ser seguro para parar de bater nos moleques folgados. Parecia filme ruim de karatê. Muito surreal mesmo. O que era mais pitoresco é que durante o tumulto todo, que durou coisa de 1 minuto se tanto, um outro maluco com cara de boliviano tocava uma musica bem antiga (Luar do sertão?) em uma pan flute. Isso sim é que é surreal. Eu nem sei se foi sonho, se foi, ainda estou sonhando que escrevo um post.

Incrível

Não consigo escrever nada que preste. Quer dizer, que preste mesmo, nunca escreví. Reformulando, não consigo escrever mais nada.

Travou tudo por aqui. Já reiniciei, mais de uma vez. Talvez tenha que trocar as memórias.

<Modo Pai On>O bebê fica a cada dia mais folgado… Também não quer mais comer comida, só besteiras e tomar mamadeira. E faz umas gracinhas que são realmente engraçadas. E é realmente estranho como a gente já começa a mentir desde cedo. Dia destes, na casa da cunhada, ele arrotou involuntariamente e imediatamente começou a tossir, querendo disfarçar, mas eu vi a cara de safado dele. <Modo Pai Off>

Ainda sobre o lance do olho zuado, estou tendo que tomar remédios que, provavelmente tomarei para o resto da vida, uns lances de pressão alta e sei lá mais o que. Também fui ontem em uma paradinha sobre obesidade, e amanhã tem médico de novo. Uns dias atrás fui no dentista, na dentista quero dizer. Gostosa (acho que já disse isso) por sinal e até me deu um mole, mas os tempos são outros. Em breve tem nutricionista e psicologo e sei lá mais o que. Eu que nem de médico gosto, acabei virando um rato de consultório.

As vezes bate uma saudade do meu avô que é foda. Muito estranho, várias vezes já sonhei com ele e, o mais estranho ainda é que, no sonhos, geralmente eu sei que ele morreu, que não está certo ele está por ali, mas mesmo assim ele está. As vezes aparece a minha vó também. Só que eu nunca consigo falar com eles.

Vou ficando por aqui.

Ñão sabe estacionar?

Cuidado, esses caras estão de olho!!

http://youparklikeanasshole.com/

3 dias

tá parecendo filme de terror… 3 dias depois de morrer meu vô, morreu meu tio…
Ai é de pirar o cabeção…  :-(

Tchau meu Vô!

End of Road

Sentirei muita saudade :-(

O olho

vermelho rendeu tanta especulação por parte de parentes e amigos (?) que acabei indo ao tal clinico médico. Medica, gostosa por sinal, mas não vem ao caso…

Sai dela com a incumbência de medir a pressão arterial (é isso?) todos os dias. Só pra constatar que está alta… Além de medir a pressão tem uma caralhada de exames, uns 9 ou 10, se bem me lembro e o pior, ligar para um tal grupo de obesidade… Eu que nem de grupo gosto.

De medir a pressão, descobri que ela é alta… devia ser como em carro turbo, quanto mais pressão, melhor.. Mas não é… devia ter pelo menos um parafuso para regular, como em carro turbo, mas também não tem…  

Dos exames, fui lá faze-los hoje… tirei sangue e passei mal, como a muito não passava… Como sou meio avesso a sangue, principalmente quando é o meu, nem olhei, não resolveu muito. Quando fui tomar o cafezinho, deu uma ziquizira que embaraçou a vista e as idéias e começei a suar como se estive na filial do inferno. Vai ver que era.

Depois ainda tinha que colher a urina (como se nascesse em árvores. Ei, até que faz sentido)… antes tinha que fazer a assepsia do membro (aka pau). Como ainda não tinha melhorado e a água estava frio para cacete, literalmente, nem fiz nada direito, e provavelmente vão me chamar de novo para colher, achando que eu sou um puta porção.

Ficou faltando ligar lá para o tal grupo, mas não sei aonde anotei o telefone.
Agruras da vida desregrada :-/

Em tempo: Como se não fosse pouco, ainda tem dentista daqui a pouco.

Meu vô está morrendo, eu acho…

Ele já estava bem velhinho, completou 92, eu acho, dia primeiro de fevereiro. Uns dias antes, semana talvez, caiu no banheiro e quebrou o fêmur, não podia operar porque o coração já estava fraco demais, não podia fazer uma tração (acho que é esse o nome) pois também não aguentaria. E ele ficou por lá, no hospital, esperando.

Depois de uma semana, ele desistiu, apagou de vez… Não reage mais aos medicamentos nem aos familiares. Seus orgãos estão parando, alguns parados. Não nada.

Seu Christovan é um cara bacana. Enquanto meu pai travablhava para me dar o suporte financeiro, meu avó me dava todo o suporte emocional que eu precisava. Ele me ensinou a consertar coisas. Me ensinou a inventar coisas.

Sempre tinha uma história, verdadeira ou inventada, para me contar. Estava sempre preocupado comigo. Certa vez comprou uma máquina de escrever para que eu pudesse fazer um trabalho de escola. Me deu uma espingarda e uma vara de pescar.

Foi ele quem abriu a minha primeira caderneta de poupança e me ensinou o valor do dinheiro, lição essa que eu não aprendi ainda. Foi ele quem me ensinou a ler e escrever. Também foi ele que me levou, várias vezes, para passear no metro, quando o metro era ainda um projeto. E das tardes no parque da aclimação, na torre da igreja aos domingos. Disso eu também não me esqueço, vô.

Dos passeios pelo centro, daquela pastelaria antiga, da cripta, lojas americanas, lojas brasileiras, dos McDonalds da Direita e da Barão. Das idas ao Museu do Ipiranga. Vô, eu me lembro de tudo, de cada dia que passamos juntos. Lembro até dos pastéis em forma de elefante que você fazia para mim. Lembro dos produtos químicos que fomos comprar para que eu pudesse fazer as minhas experiências

Lembro dos parafusos que me ensinou a fazer, de como me ensinou a usar as ferramentas. Das poucas pescarias que fizemos e de tudo o mais.

Das conversas que tinhamos, enquanto a vó conversava com a namorada. De quando rodavamos de ônibus por ai.

Vô, você me ensinou um montão de coisas, só faltou uma: você não me ensinou a não ser um filha da puta que não teve nem coragem de ir visitá-lo no hospital. De trocar mais algumas palavras, possivelmente as últimas, enquanto você ainda estava consciênte.

Vô, te amo. Vou sentir saudades.

Em tempo: Desculpem-se se não tem nada a ver e se não faz sentido. É que as lembranças, assim como as lágrimas, vem sem ordem cronológica, sem tempo nem nada, só tristeza.

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